
Valu Oria Galeria de Arte
abertura dia 4 de outubro, quinta-feira, às 19h30
Exposição de 4 a 27 de outubro de 2007
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Valu Oria Galeria de Arte
Al. Casa Branca, 1.130
1.andar São Paulo SP
Anexando territórios. Recortes temáticos para a Arte, empenhados em incorporar experiências, no movimento de expansão do olhar.
(ACESSE NA IMAGEM PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO)
Sergio Fingermann no MNBA
Em sua primeira exposição individual no MNBA, Sergio Fingermann abre amostra Elogio ao Silêncio no dia 25 de setembro, exibindo uma série de 30pinturas recentes, realizadas entre 2005 e 2007. O conjunto de trabalhos,óleos sobre tela de grandes formatos, é completado por 3 álbuns deáguas-fortes (Elogio ao Silêncio, O Teatro do Mundo e A Fábula e a Verdade),tendo como tema central alegorias da música.
Esses trabalhos nasceram a partir de uma proposição feita ao artista parapintar as nove sinfonias de Beethoven e acabaram dando origem a um conjuntomaior de obras, no qual o artista explorou o silêncio como qualidade própriada Pintura (da Vinci dizia que a pintura é “poesia muda”), experiência quedeve ser fruída na contemplação, na solidão, nas pausas.
O silêncio dos trabalhos de Fingermann provoca a dança (das imagens), e aleitura cruzada deles constrói novas associações poéticas. O assunto ésimples pretexto para articular sensações e apresentá-las, no sentido deevidenciar questões metafísicas da experiência da pintura. As imagenscontidas nos quadros convocam sensações de ausência, espanto, estranhamento,desacomodamento do olhar, mistério, transcendência.
Por vezes, essas figurações remetem ao mundo clássico, ideal. Na atmosferadessas pinturas, nesse mundo, onde os deuses já foram embora, reina anostalgia e o homem tem que reinventar (redizer) a vida.
A exposição será acompanhada do lançamento de um livro intitulado Elogio AoSilêncio e Alguns Escritos Sobre Pintura (Editora BEI, 64 páginas) comtextos do artista e apresentação de Manuel da Costa Pinto e Fernando Paixão.Depois do MNBA, a exposição seguirá para a Pinacoteca do Estado de SãoPaulo nos meses de novembro e dezembro.
O gosto pelas artes foi intensificado em Sergio Fingermann a partir dosseus 14 anos, quando inicia estudos de desenho, sob a orientação deErnestina Karman e depois Yolanda Mohalyi. Em 1979 forma-se arquiteto, massempre se dedicou às artes plásticas, em ritmo incessante, tendo atuadoaté como curador.
Do seu longo currículo constam mostras no exterior: integrou coletivas noMéxico, participou da Bienal de Artes Gráficas em Bradford(Inglaterra,1982); da Bienal Internacional de Gravura, Cracóvia, Polônia(1984); dacoletiva Gravura Brasileira, Grand Palais, França(1987); da coletiva ArteContemporânea Brasil-Japão, Museu Central de Tóquio(1990); foi artistaconvidado da Bienal de Cuba(1991); da Bienal do Mercosul(2001) e dacoletiva Casa de Cultura Judaica(SP, 2004), entre outras.
No capítulo das exposições individuais, dentre outras, destacam-se mostrasno MASP(1987); no MAM/RJ(1992); nas diversas filiais do Instituto MoreiraSalles, a partir de1996(Poços de Caldas/MG, Belo Horizonte/MG, PortoAlegre/RS, São Paulo/SP e Rio de Janeiro, este ultimo em 2001); naPinacoteca de São Paulo expôs em 2001.
Multipremiado, em 1980 Sergio Fingermann ganhou bolsa de viagem ao exteriorno Salão Nacional de Artes Plásticas e 7 anos depois recebeu o prêmio demelhor gravador pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.
Sua obra mereceu 3 livros: em 1995, foi lançado Pinturas de SergioFingermann, BM&F, São Paulo, SP; em 2001, Fragmentos de um dia Extenso, BEI,São Paulo, SP; e ainda Elogio ao Silêncio e Alguns Escritos sobre Pintura,BEI, São Paulo, SP(em 2007). Além disso 5 albuns destacaram suas criações,como O Teatro do Mundo (Texto e Gravuras de Sergio Fingermann), São Paulo,SP, em 2005.
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Exposição Elogio ao Silencio, de Sergio Fingermann
Abertura: dia 25 de setembro
Período: de 26 de setembro até 04 de novembro
Visitação: de 3ª a 6ª feira, das 10h até 18h;
Entrada franca
· Assessoria de imprensa do MNBA: Nelson 2240-0068 r. 18
- http://www.sergiofingermann.com.br/
Anotações....
Nenhum artista consegue produzir arte sem uma poética, declarada ou implícita num fazer. Esta poética que é todo um processo interno, sempre metabolizado inicialmente em sensações primordiais, ou intuições, incluindo a religiosidade com os fatos da vida, num ponto de contato consigo mesmo e o mundo, que vão se transformar em ação.
Se a estética é uma filosofia, e incluímos nesta filosofia a reflexão, sobre as experiências cotidiana, que as vezes de relance nos comovem e elevam, podemos dizer que essa memória tão antiga das coisas contêm coisas novas, porque além de expectador, transformamos o que ouvimos ou sentimos, no que fica desta experiência.
Ser um mero expectador diverge daquele onde o ver, o ouvir e o fazer transformam mínimas coisas em grandes vivências.
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Vick Muniz
Estive na exposição, e assitir o video sobre a realização do "Pictures of eartworks", é uma das tarefas para se entender estes trabalhos.
A outra série: "Pictures of junk" nos possibilita refletir sobre o estado das coisas. São séries feitas com engrenagens, silhuetas de rebarbas metálicas e traços delicados de imagens mitológicas desenhadas com o lixo.
A exposição termina em Outubro.
Não percam.

Esculturas, litografias, desenhos e pontas-sêcas.
Picasso definiu Dalí como um "motor furioso sempre em movimento".
Com a sua provocante excentricidade, o pintor, o desenhador, o escritor, o realizador
de controvérsias foi capaz de realizar obras com a simplicidade da gravura e do esboço, trabalhos muito bem escolhidos nesta exposição.
Surpresas com as aquarelas, e nas sombras das tintas litográficas, com a força das suas visões religiosas, e transformando os objetos mais comuns em poesia.
O mundo da obra gráfica de Dalí nos dá a dimensão do desenho, a sua flexibilidade e coerência.

"O artista recorta fragmentos, delimita, transforma, subverte,
experimenta a maleabilidade das coisas,
a estabilidade do preestabelecido.
O artista é um experimentador, porque lê a forma do objeto
antes de ler a sua função.
Lê os significados sem deixar de ler as possibilidades.
O artista é um artista porque lê."
Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Sophia de Mello Breyner Andreson
enviado por Liana
colagem: Jugioli
. . artista: Ferrnando Zanforlin
PÁSSARO DE PAPEL CONVIDAATA
Caros colegas, fiz algumas anotações, que talvez possam ajudar na reflexão. Anotações são sempre incompletas, pois ouvir é seletivo. Sequem aqui algumas:
Os enunciados do processo artístico:
“Todos os nossos juízos, todas as frases, ou “ pinceladas”, que pronunciamos, ou as idéias que emitimos são expressões de nossos estados vitais- a emanação da vida em nós que correspondem ao estilo, ou filosofia inata e adquirida de cada um , que irão refletir neste fazer artístico, no que procuramos como prioridade para alimentar nossa alma, quando vamos a exposições, teatros, museus, ou lemos o jornal do dia, estamos desta forma alimentando este fazer.
Interpretamos os fatos com essa carga de “enunciados”. A arte nos leva, portanto, a tarefa da “redenção”, que vão animar e se revelar “neste fazer presente”, neste fazer já, no aqui – agora., que vão corresponder a verdade objetiva na sua reflexão mais profunda.
O existir do artista que são corpo e sensibilidade, mas que também comporta a sua “desconstrução”, ou seja, pela refutação dos erros, das ilusões, das falsas opiniões, desconfiando do tema, por ser artifício, saindo da sedução que o paraliza. Desconstruir o já visto, hierarquizando essas forças.
Entre a pintura e o fazer há o expectador – e esse espaço torna-se o “ sagrado” da experiência como porvir, ao produzir o deslocamento da experiência na ilusão.
A pintura desta forma deve ser entendida como processo e não como artifício”.
Refletir o porquê de algumas obras, se tornarem “ universais”, na suas estruturas de verdades mais profundas e essenciais, em oposição ao “passageiro”, ao estilo do consumo descartável.
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( Acesse na imagem para melhor visualização)
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Sobre nossa reunião de ontem 23/05/07, estou enviando algumas anotações realizadas por Suely, e complementadas por mim. Espero que ajudem na elaboração do texto:
Começamos refletindo sobre: “ O trabalho como acontecimento”.
Delicadeza, espanto ou estupefação?
Falando sobre o brilho da luz incidindo sobre o objeto ( no caso a escova desenhada pelo Márcio ) esse brilho tinha um peso que a escova não podia suportar. A luz nesse caso seria o elemento de triangulação.
É a circunstância que se faz ver no particular. É aí que o humano se faz.
A imagem é uma armadilha à Arte.
Deixar um enunciado poético na relação do enunciado como provocador deste sonhar ( écran ) é a urdidura, é o tecido do sonho. Está no “entre”, isso é que se chama poesia.
A circunstância tem que ser criada.
A contaminação de cor, luz, faz o artista olhar o que é circunstância e o que é essencial.
É o exercício do olhar. Isso se chama espessura ( a espessura é o sensível ) Na música também existe essa singularidade em mostrar a sutileza.
A grande crise na Arte é uma crise de espiritualidade nesse nível.
O desenho também é o espaço.
A escrita que o artista escreve é testemunha do que está fundamentada na experiência de um artista na sua singularidade. O ser do ente- o que é essência – no limiar do pensamento, com aquilo que se coloca no mundo.
A finalização é importante para se fazer obra.
A imagem traz o instante da surpresa e a questão do esquecimento.
Tudo é abstração. Descobrir o significado do objeto para o espírito e não para o funcional.
O artista tem que deslocar esse olhar e a Arte se faz, quando aquilo se faz como acontecimento. Aquilo que se mostra, se revela no esquecimento. O tempo todo você tem que produzir no outro um encantamento.
É um urdir entre o pensar e o sentir, como trama onde o resultado é o Écran ( o que se teceu do sonho)
Humanizar o que se vê – esse é o gesto artístico – sentir na operação deste fazer, e não ficar no simbólico, mas no ato deste fazer.
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Programação do Museu de Arte Moderna de São Paulo
Vieira da Silva (1908-1992), nascida em Portugal e naturalizada na França, viveu no Rio de Janeiro entre 1940 e 1947, época dominada pela guerra na Europa. São mais de 100 obras, incluindo os painéis de azulejos. Foi representante da Nova Escola de Paris.
O Ata-Contraponto com novos territórios:
Q.E.L.A (Quintal de estudos de Land-Art)
no link & Artérias : O contrário é a mesma coisa
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Site de Vera Giorgi no ata-Contraponto:
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www.canalcontemporaneo.art.br/edithderdyk
.Foto: Vera Giorgi
.Novos territórios no Ata-Contraponto :
.Confira: Nas costas da baleia e
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Fotos no contraponto clicks
Confira as belezas e sensibilidades
enviadas por Vera Giorgi
acesse no:
Refletir sobre a expessura dos trabalhos.
Procedimento que se faz imagem - se relacionar com a expressão enquanto acontecimento visual - com autonomia- verdade no gesto- não cabe hesitar, mas manter a elegância no acontecimento, na sua tensão.
Ficar atento a Temporalidade que se faz na imagem.
Operar no acontecimento visual, enquanto diálogo.
O gráfico e o conteúdo - o tecer na trama destas possibilidades.
Exposição: - suporte. Ação da mesma natureza - superfície X ação - é repetição ou criação - tomar cuidado quando a experiência fica rasa, o que é diferente de manter dialógos dentro do processo criativo - onde há busca e exploração, o que leva a investigar o processo. A repetição não gera a reflexão e o ir além. No trabalho é necessário ir além do conhecido, alcançaçr uma outra nota musical- o instante que se faz na ação para gerar conteúdo.
Não abrir mão da singularidade no trabalho. O rigor em dialogar com o processo criativo - não é a solução de cada trabalho - mas o que envolve no acontecimento visual.
Fazer articulações entre os trabalhos, no estado de vigilância total.
A permanência nas formas - recorrência nas indagações - fixando variáveis e eliminando outras.
Estabelecer diálogos - no processo de imagens - e isto não depende do material - se é pólvora, sangue ou esperma- não interessa, o importante é a marca pessoal, naquilo que se revela no fazer ver.
Relação triangular com o mundo, saindo do narcisismo, da patologia. Sintonizar o seu desejo com o mundo. Tudo é troca e relação. No trabalho e na vida.
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para ampliar a discussão envie
para e-mail: ata.contraponto@gmail.com
ou deixe seu comentário no lugar indicado.
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