
Edith Derdyk:
Cursos para o 2. semestre de 2007
acesse o site para maiores informações:
http://www.canalcontemporaneo.art.br/
Anexando territórios. Recortes temáticos para a Arte, empenhados em incorporar experiências, no movimento de expansão do olhar.

Esculturas, litografias, desenhos e pontas-sêcas.
Picasso definiu Dalí como um "motor furioso sempre em movimento".
Com a sua provocante excentricidade, o pintor, o desenhador, o escritor, o realizador
de controvérsias foi capaz de realizar obras com a simplicidade da gravura e do esboço, trabalhos muito bem escolhidos nesta exposição.
Surpresas com as aquarelas, e nas sombras das tintas litográficas, com a força das suas visões religiosas, e transformando os objetos mais comuns em poesia.
O mundo da obra gráfica de Dalí nos dá a dimensão do desenho, a sua flexibilidade e coerência.

"O artista recorta fragmentos, delimita, transforma, subverte,
experimenta a maleabilidade das coisas,
a estabilidade do preestabelecido.
O artista é um experimentador, porque lê a forma do objeto
antes de ler a sua função.
Lê os significados sem deixar de ler as possibilidades.
O artista é um artista porque lê."
Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Sophia de Mello Breyner Andreson
enviado por Liana
colagem: Jugioli
. . artista: Ferrnando Zanforlin
PÁSSARO DE PAPEL CONVIDAATA
Caros colegas, fiz algumas anotações, que talvez possam ajudar na reflexão. Anotações são sempre incompletas, pois ouvir é seletivo. Sequem aqui algumas:
Os enunciados do processo artístico:
“Todos os nossos juízos, todas as frases, ou “ pinceladas”, que pronunciamos, ou as idéias que emitimos são expressões de nossos estados vitais- a emanação da vida em nós que correspondem ao estilo, ou filosofia inata e adquirida de cada um , que irão refletir neste fazer artístico, no que procuramos como prioridade para alimentar nossa alma, quando vamos a exposições, teatros, museus, ou lemos o jornal do dia, estamos desta forma alimentando este fazer.
Interpretamos os fatos com essa carga de “enunciados”. A arte nos leva, portanto, a tarefa da “redenção”, que vão animar e se revelar “neste fazer presente”, neste fazer já, no aqui – agora., que vão corresponder a verdade objetiva na sua reflexão mais profunda.
O existir do artista que são corpo e sensibilidade, mas que também comporta a sua “desconstrução”, ou seja, pela refutação dos erros, das ilusões, das falsas opiniões, desconfiando do tema, por ser artifício, saindo da sedução que o paraliza. Desconstruir o já visto, hierarquizando essas forças.
Entre a pintura e o fazer há o expectador – e esse espaço torna-se o “ sagrado” da experiência como porvir, ao produzir o deslocamento da experiência na ilusão.
A pintura desta forma deve ser entendida como processo e não como artifício”.
Refletir o porquê de algumas obras, se tornarem “ universais”, na suas estruturas de verdades mais profundas e essenciais, em oposição ao “passageiro”, ao estilo do consumo descartável.
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( Acesse na imagem para melhor visualização)
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Sobre nossa reunião de ontem 23/05/07, estou enviando algumas anotações realizadas por Suely, e complementadas por mim. Espero que ajudem na elaboração do texto:
Começamos refletindo sobre: “ O trabalho como acontecimento”.
Delicadeza, espanto ou estupefação?
Falando sobre o brilho da luz incidindo sobre o objeto ( no caso a escova desenhada pelo Márcio ) esse brilho tinha um peso que a escova não podia suportar. A luz nesse caso seria o elemento de triangulação.
É a circunstância que se faz ver no particular. É aí que o humano se faz.
A imagem é uma armadilha à Arte.
Deixar um enunciado poético na relação do enunciado como provocador deste sonhar ( écran ) é a urdidura, é o tecido do sonho. Está no “entre”, isso é que se chama poesia.
A circunstância tem que ser criada.
A contaminação de cor, luz, faz o artista olhar o que é circunstância e o que é essencial.
É o exercício do olhar. Isso se chama espessura ( a espessura é o sensível ) Na música também existe essa singularidade em mostrar a sutileza.
A grande crise na Arte é uma crise de espiritualidade nesse nível.
O desenho também é o espaço.
A escrita que o artista escreve é testemunha do que está fundamentada na experiência de um artista na sua singularidade. O ser do ente- o que é essência – no limiar do pensamento, com aquilo que se coloca no mundo.
A finalização é importante para se fazer obra.
A imagem traz o instante da surpresa e a questão do esquecimento.
Tudo é abstração. Descobrir o significado do objeto para o espírito e não para o funcional.
O artista tem que deslocar esse olhar e a Arte se faz, quando aquilo se faz como acontecimento. Aquilo que se mostra, se revela no esquecimento. O tempo todo você tem que produzir no outro um encantamento.
É um urdir entre o pensar e o sentir, como trama onde o resultado é o Écran ( o que se teceu do sonho)
Humanizar o que se vê – esse é o gesto artístico – sentir na operação deste fazer, e não ficar no simbólico, mas no ato deste fazer.
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Programação do Museu de Arte Moderna de São Paulo
Vieira da Silva (1908-1992), nascida em Portugal e naturalizada na França, viveu no Rio de Janeiro entre 1940 e 1947, época dominada pela guerra na Europa. São mais de 100 obras, incluindo os painéis de azulejos. Foi representante da Nova Escola de Paris.
O Ata-Contraponto com novos territórios:
Q.E.L.A (Quintal de estudos de Land-Art)
no link & Artérias : O contrário é a mesma coisa
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Site de Vera Giorgi no ata-Contraponto:
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www.canalcontemporaneo.art.br/edithderdyk
.Foto: Vera Giorgi
.Novos territórios no Ata-Contraponto :
.Confira: Nas costas da baleia e
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Fotos no contraponto clicks
Confira as belezas e sensibilidades
enviadas por Vera Giorgi
acesse no:
Refletir sobre a expessura dos trabalhos.
Procedimento que se faz imagem - se relacionar com a expressão enquanto acontecimento visual - com autonomia- verdade no gesto- não cabe hesitar, mas manter a elegância no acontecimento, na sua tensão.
Ficar atento a Temporalidade que se faz na imagem.
Operar no acontecimento visual, enquanto diálogo.
O gráfico e o conteúdo - o tecer na trama destas possibilidades.
Exposição: - suporte. Ação da mesma natureza - superfície X ação - é repetição ou criação - tomar cuidado quando a experiência fica rasa, o que é diferente de manter dialógos dentro do processo criativo - onde há busca e exploração, o que leva a investigar o processo. A repetição não gera a reflexão e o ir além. No trabalho é necessário ir além do conhecido, alcançaçr uma outra nota musical- o instante que se faz na ação para gerar conteúdo.
Não abrir mão da singularidade no trabalho. O rigor em dialogar com o processo criativo - não é a solução de cada trabalho - mas o que envolve no acontecimento visual.
Fazer articulações entre os trabalhos, no estado de vigilância total.
A permanência nas formas - recorrência nas indagações - fixando variáveis e eliminando outras.
Estabelecer diálogos - no processo de imagens - e isto não depende do material - se é pólvora, sangue ou esperma- não interessa, o importante é a marca pessoal, naquilo que se revela no fazer ver.
Relação triangular com o mundo, saindo do narcisismo, da patologia. Sintonizar o seu desejo com o mundo. Tudo é troca e relação. No trabalho e na vida.
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.Homem sentado

Nunca mais a nossa paleta vai ser a mesma